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A Vida como Ela É

J novembro, 2007

 foto_vida_o_filme.jpg

Você já parou para se perguntar quantos de seus hábitos foram influenciados por produções cinematográficas? O pessoal do grupo de teatro Os Dezequilibrados pensou no assunto… tanto que acabaram criando um espetáculo, Vida, o Filme, que a Mostra apresenta pela primeira vez na capital paulista, entre os dias 23 e 25, no CineSesc. “O tema do espetáculo é super atual, pois cada vez mais se funde essa questão do que é real e o que é ficcional, e como assimilamos os produtos culturais que nos são impostos”, pontua o diretor Ivan Sugahara em entrevista.  Ele conta que a indústria cinematográfica é o foco principal: “É só ver como a gente montou o nosso cotidiano a partir de clichês ditados pelos filmes”. Exatamente por isso, o grupo procura sempre se apresentar em salas de cinema. Confira o papo com Sugahara.

Como vocês chegaram a esse formato, misturando teatro a outras linguagens?
Estamos apresentando este espetáculo há cinco anos, e ele é um dos nossos preferidos. Uma das características dos Dezequilibrados é trazer para o teatro a linguagem cinematográfica. Isso se dá nao só com a utilização de elementos como slides, imagens ao vivo e câmeras de projeção, mas também tem a questão de teatralizar procedimentos cinematográficos: um foco, uma pose, um travelling. O grupo tem 12 espetáculos, mas esse é um dos que melhor representa a nossa linguagem.

Haverá alguma alteração nestas apresentações em São Paulo?
Desde que estreamos a gente mexe na peça continuamente, nunca é a mesma. Tira uma cena, bota outra, muda alguma. Outro ponto é que o espetáculo muda muito em função do local onde vamos apresentar. Procuramos sempre aproveitar ao máximo a questão da arquitetura. Visitei o CineSesc essa semana e estamos super felizes em fazer a apresentação lá.

Esse formato onde diferentes recursos audiovisuais são utilizados aproxima o público do teatro?
Acho que ajuda, sim. Uma premissa nossa é tentar trazer o espectador para dentro da festa, participando de alguma forma. Não usamos a palavra interatividade, pois ela é complicada. Às vezes força o público de uma maneira que o constrange. A gente tenta fazer isso de modo que as pessoas se sintam à vontade, sem colocá-las na berlinda.

foto_vida_o_filme2.jpg

Esta obra questiona a indústria do entretenimento. Você acredita que o espetáculo deve ser apenas diversão ou também precisa despertar um espírito crítico em relação aos temas abordados?
Tem de ser entretenimento, sim. A pessoa tem que se divertir e relaxar, mas também é importante ter a reflexão. Não precisa ser pesado, chato, maçante. Dá para fazer isso de uma maneira prazerosa, mas é um diferencial do teatro, onde temos uma liberdade maior para abrir um espaço à reflexão crítica.

 http://www.osdezequilibrados.com.br/videos/Vida_o_Filme.wmv 

Vídeo realizado à época da apresentação do espetáculo no Espaço Unibanco, no Rio

 

VIDA, O FILME | OS DEZEQUILIBRADOS

CineSESC :: De 23 a 25/11. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h.  

R$ 12; R$ 6; R$ 3.

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