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“Tudo o que existe, há de acabar”

J novembro, 2007

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Na entrada, um painel anuncia, entre as atrações, com o tom de parques na linha do visto no livro As Sete Faces do Dr. Lao, “300 elefantes e 900 anões”.  Fotos de Michele Mifano.

 “Tudo o que existe, há de acabar. (…) Eu cumpro a lei e crio a vida eternamente jovem (…) eu sou aquele que ceifa.”. O trecho é da obra Die Revolution, de Wagner, publicada em abril de 1849, mas está escrito num rabisco para lá de torto contra um fundo preto numa das áreas da enorme instalação Trem Fantasma, do alemão Christoph Schlingensief, que abre ao público nesta semana.

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Procissão/ Ópera/ Playland. Detalhes da montagem da ópera-instalação Trem Fantasma.

Dá para se dizer que está aí um bom resumo da proposta… e é imperdível! Ao som de trechos de ópera e entre um cenário que mistura a música erudita,  terror e terrir, o público circula pela instalação num trenzinho de parquinho de diversão. Na entrada, um painel anuncia, entre as atrações, com o tom de parques na linha do visto no livro As Sete Faces do Dr. Lao, “300 elefantes e 900 anões”.

Alguns elementos que já dá para ver no persurso: cobras dentro de potes de conserva, ratos surrados do tamanho de um armário, uma velha banheira com uma televisão dentro, um boneco de fibra de vidro afogado num tonel de uísque, fotos de acidentes, cruzes, caveiras, uma bicicleta e um papagaio empalhado… Por tudo isso, se circula com o trem… até o palco giratório que… A gente fala mais aqui daqui a pouco. Hoje tem ensaio no palco.  

Mais sobre o projeto 

Christoph Schlingensief nunca repete suas criações. Não existe na sua obra a remontagem de um trabalho. Em suas mãos, cada lugar e suas características potências e defeito são transformados em elementos fundamentais de sua criação, e de seus excessos.

Inspirado na ópera “ O Holandês Voador” de Richard Wagner, e realizado pela primeira vez em 2006 no teatro Amazônia em Manaus, o espetáculo / instalação “O Trem Fantasma”, radicaliza a idéia de obra inacabada, na qual  Schilingensief conduz a montagem trabalhando o conceito de processo na sua  mais pura essência e movimento, culminando em uma grande procissão/ ópera/ playland, que se materializa durante muitas e muitas horas.

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“(…) eu sou aquele que ceifa.”

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Mostra ao Vivo II

J novembro, 2007

Mais transmissões ao vivo da programação da Mostra! Hoje e amanhã dá para assistir, em live streaming, à preparação do projeto Molina Remix, direto Sesc Avenida Paulista;  à produção para a  estréia do Trem Fantasma, no Sesc Belenzinho; e também à contrução do Projeto Morrinho, no SESC Pompéia. Todos começam nesta sexta, dia 23. CLICA AQUI para assistir às montagens.

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Trabalho de Campo

J novembro, 2007

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Os artistas Rachel Rosalen e Rafael Marchetti trabalham juntos pela primeira vez com a obra Territórios: 23°34’1.68″S _ 46°39’0.69″W. As coordenadas de latitude e longitude se referem à localização da Avenida Paulista, área que serve como base para o trabalho da dupla, que transforma as interferências de ondas de rádio no território da Paulista em matéria visual. Rachel e Marchetti estão em processo aberto no Sesc Avenida Paulista e conversaram com a gente sobre o trabalho.

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Como o Territórios foi criado?
Este projeto nasceu de longas conversas sobre as peles que formam a parte visível destas grandes metrópoles e que costumamos tomar como realidade e estruturam estes territórios complexos. Também temos discutido como as novas tecnologias afetam a vida cotidiana e de que modo é possível criar visualizações destes fluxos de informação que se tornam cada vez mais e mais massivos, criando uma sobrecarga não-passível de absorção. Diante deste excesso temos uma dissolução. Estes sistemas de visualização permitiriam não fazer uma estatística, mas apontar para estas realidades difusas e mostrar de que modo estes territórios se definem no imaginário a partir dos eixos de produção e controle da informação.
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De que maneira o público vai interagir com a obra?
Estamos usando sensores de presença e ultra-sons que vão alterar o ambiente criado pelas imagens e sons produzidos a partir do mapeamento que estamos fazendo da Avenida Paulista e das interferências de ondas de rádio que serão utilizadas como atuadores dentro do projeto.

E qual é a idéia?
Queremos aproximar os visitantes dos processos de reconhecimento de territórios utilizando meios eletrônicos.

O trabalho de vocês é bastante orientado pelas novas tecnologias. Por quê a escolha destes formatos híbridos?
Porque os habitantes ou usuários das grandes cidades estão confrontados, neste início do terceiro milênio, a repensar o conceito de local em função das múltiplas dinâmicas de fluxos geradas pelas articulações contemporâneas entre global e local, macro e micro, estimulada pelo desenvolvimento e implantação de sistemas de telecomunicação em larga escala sob o paradigma das novas tecnologias. Já não é possível pensar mais em fronteiras geo-políticas e limites de territórios definidos. Em seu lugar aparecem superposições de territórios complexos que alteram profundamente o cotidiano das cidades.

TERRITÓRIOS: 23°34’1.68″S _ 46°39’0.69″W
SESC Avenida Paulista
Produção aberta ao público: 13 a 22/11.
Exposição: 23/11 a 2/12. Terça a domingo, 10h às 21h.
Grátis.

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Mostra Ao Vivo!

J novembro, 2007

Olha que legal! A Mostra tem um ambiente 3D em que dá para acompanhar os processos das atividades ao vivo. O ambiente 3D, batizado Circulações i-materiais, foi elaborado pelos artistas Alexandre e Rachel Zuannon e reúne material da Mostra com vídeos, imagens, áudios e textos.     

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É só entar lá e fazer o login grátis. Ficou bem legal. Neste feriado, dia 20/11, dá para acompanhar a transmissão ao vivo de uma série de montagens: o projeto Trem Fantasma, de Christoph Schlingensief, a partir das 11h, direto do Sesc Belenzinho; o trabalho dos artistas do projeto 14 por 32 no 3º, às 14h, que acontece no Sesc Avenida Paulista; e a instalação do Projeto Morrinho, no Sesc Pompéia.

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As câmeras que captam imagens para os live streamings ficam em tripés ou em locais que possibilitam o enquadramento de modo panorâmico do trabalho não só dos artistas, mas dos cenógrafos, dos marceneiros, carregadores, ajudantes, pintores… DÁ UMA CONFERIDA no projeto e, a partir das 11h desta terça, aproveita circular pelas montagens…  Aqui no blog a gente vai postar os horários de todas as transmissões. Fica de olho.

CIRCULAÇÕES I-MATERIAIS
Acesso pelo Portal SESC SP
www.sescsp.org.br/circulacoes
ou pelo endereço do projeto:
http://www.circulacoes.art.br

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Entrevistada

J novembro, 2007

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TUDO JUNTO. Série de entrevistas para o Blog conta, entre outros artistas, com Marta Soares falando sobre o espetáculo Um Corpo que Não Agüenta Mais. Fotos de João Caldas.  

Até dia 2 tem muita coisa na Mostra. Aqui no blog a gente vai mostrar os detalhes do que ainda vem por aí. Reunimos abaixo TODAS as entrevistas que circularam aqui, com atividades que já estão acontecendo e outras que ainda vão começar… Clica nos links pra ler: 

#LADO B  Ziza Brisola, o submundo jocoso de Voltaire de Souza e o teatro das cias. Linhas Aéreas e Atelier de Manufactura Suspeita.

#AO MESTRE… Jum Nakao fala sobre Mestre Molina e as Geringonças Animadas pelo Sopro do Vento.

#A CIDADE COMO PROTAGONISTA Anderson Rei, Gavin Adams e Guilherme Werner e o trabalho do coletivo Espaço Coringa.

#OITO POR UM “A precariedade no corpo, este espaço entre morte e vida, são pontos que permeiam todo o meu trabalho”, pontua Vera Sala na entrevista.

#3 x BRASIL Poeta, apresentador de TV, autor, diretor e ator, Michel Melamed fala sobre sua Trilogia Brasileira.

#A VIDA COMO ELA É  Ivan Sugahara e a realidade pela ficção.

#PALAVRA EM CARTAZ Fabio Zimbres fala do encontro de ilustradores e escritores  nos cartazes do Na TáBUA.

#MÚLTIPLOS PAPÉIS O ator Luiz Fernando Ramos interpreta, só no palco, o espetáculo A Morta, de Oswald de Andrade.

#DE CORPO PRESENTE “[a criação] Parte sempre de uma questão que me angustia, que me incomoda, que me faz sofrer, seja do passado ou do presente”, diz Marta Soares.

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Cena do espetáculo de Marta Soares

#VENDEM-SE PERSONAGENS Fernando Kinas e comércio do Teatro Mercadoria
#DO BEAT AO CHEVETTE Loop B, a lavadora de roupas,  a espada de brinquedo e a música eletrônica.

#TIJOLO POR TIJOLO Com material de construção, meninos do Pereirão, no Rio, brincam com a cara do Morro.

#GERAÇÃO VIDEOGAME Gabriel Braga faz referência à cerimônia japonesa do chá e a linguagem dos games na instalação A Gente Olha para o Outro do Lugar em que a Gente Está. 

#DO IT YOURSELF! DEMOCRACIA E LITERATURA Lúcia Rosa fala sobre papelão, literatura e  inclusão social no projeto Dulcinéia Catadora.

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Palavra em Cartaz

J novembro, 2007

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Na Parede. Literatura e ilustração no projeto de Paulo Scott e Fabio Zimbres

Há cerca de três anos o escritor Paulo Scott e o ilustrador Fabio Zimbres vêm reunindo autores das duas áreas no projeto Na TáBUA. A mistura de literatura e ilustração acontece de maneira colaborativa: os ilustradores desenham inspirados em um texto, e os escritores produzem com base em um desenho. Os cartazes, depois de prontos, são distribuídos e afixados nas paredes de livrarias, cafés, bares e espaços culturais de vários lugares de todo o Brasil. Nesta Mostra, a dupla vai expor o material que já foi produzido, e criar novos cartazes com artristas convidados. Confira a conversa do Blog com Fabio Zimbres sobre o trabalho.

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“Esta edição da Mostra é especial. Faremos uma série extra de dez cartazes em tamanho A1, e convidamos cinco desenhistas e cinco escritores.”

Como surgiu a idéia do Na TáBUA?
O Scott organizava um sarau onde convidava os amigos para ler e fazer música e eu era o responsável pelos cartazes deste evento. Já tinha esse mesmo formato, com ilustração na parte de baixo e texto em cima. O sarau teve umas dez edições e os cartazes marcaram. A gente gostava de fazer, por isso decidimos continuar, chamando um pessoal para escrever.

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Marçal Aquino, um dos convidados desta edição que exibe, no Sesc Ipiranga, os 45 cartazes já produzidos 

Com que freqüencia acontecem as edições?
Já fizemos 15 edições e tentamos manter um ritmo bimestral, mas depende muito do nosso cronograma, nem sempre dá. Em cada edição são produzidos três cartazes em tamanho A3. São dois escritores convidados e o Scott escreve um. Eu ilustro os textos desses dois escritores e um desenhista convidado ilustra o texto do Scott. Os 45 cartazes já produzidos estão em exposição no Sesc. Esta edição da Mostra é especial. Faremos uma série extra de dez cartazes em tamanho A1, e convidamos cinco desenhistas e cinco escritores.

Como é feita a escolha dos participantes?
Quem decide os escritores é o Scott, pois tem bastante circulação no meio literário. No caso do ilustrador, nós fazemos uma lista prévia, e quando há uma próxima edição marcada, ligamos para ver se ele poderá participar. Acabo chamando as pessoas cujo trabalho eu já conheço. É um meio pequeno, em geral todo mundo se conhece pessoalmente, mesmo os nomes mais novos.

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As ‘tábuas’, como são chamados os cartazes, espalhadas pelos estabelecimentos do país

Os cartazes ficam nos estabelecimentos em que eles são expostos?
Sim. A gente faz uma cópia e manda para eles. Como mantemos os arquivos digitais, podemos imprimir mais. Os artistas que participam também recebem os três cartazes produzidos na edição.

No final do projeto haverá uma compilação de toda a produção?
Queremos fazer um livro de uma maneira mais comercial, para que ele possa estar nas livrarias de todo o país. Só terá uma distribuição mais restrita se não conseguirmos entrar nesse esquema. Programamos 30 edições do Na TáBUA e eu acho interesante porque, no final, vai virar uma antologia de escritores e ilustradores contemporâneos, com cerca de 100 cartazes. Como estamos com essa produção meio irregular em relação ao tempo, ainda não dá para precisar exatamente quando vamos terminar essa série.

foto_natabua5.jpgMais Mais informações e fotos do projeto em www.tonto.com.br/natabua 

NA TÁBUA
SESC Ipiranga :: A partir do dia 13; terça e sexta, 9h às 22h; sábado, domingo e feriado, 9h às 18h. Grátis.
Encontro com Paulo Scott e Fabio Zimbres.
Mediação: Ronaldo Bressane; dia 1º/12; sábado, 15h. Grátis.

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A Mostra em Itanhaém

J novembro, 2007

No dia 9, quem passava pela Praça da Matriz, em Itanhaém, não resistia e parava para assistir à apresentação do Grupo Tablado de Arruar. Quem foi, disse que o espetáculo A Rua é um Rio atraiu bastante gente:

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E se você também fez fotos durante a itinerância da Mostra aí na sua cidade, mande para nós, que publicamos! O e-mail é: blog@sescsp.org.br